O 7º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encerrou-se com uma demonstração robusta de mobilização e engajamento social. Sob o tema “Organizar, defender e avançar: o futuro é nosso!”, o evento, que reuniu delegadas e delegados de todo o Brasil, estabeleceu diretrizes estratégicas cruciais para o próximo período e elegeu a nova diretoria da entidade, reafirmando seu papel na defesa dos direitos trabalhistas e da construção de uma sociedade mais justa.
Abertura Marcada pelo Combate à Violência de Gênero
A cerimônia de abertura do congresso foi pautada por uma poderosa manifestação simbólica dedicada à defesa da vida das mulheres e à erradicação do feminicídio. Com cartazes, bandeiras e palavras de ordem, os participantes sublinharam a alarmante escalada da violência de gênero no Brasil, um dos países com os maiores índices de feminicídios globalmente. Durante a mística, discursos emocionados enfatizaram o recorte racial dessa violência, evidenciando que mulheres negras são desproporcionalmente as maiores vítimas. A mensagem central foi clara: “O silêncio é cúmplice, mas a nossa voz é arma”, convocando à ação e à denúncia.
Plano de Lutas Abrangente para o Setor Financeiro
Na sequência das discussões, os 196 delegados e 132 delegadas presentes aprovaram por unanimidade um extenso Plano de Lutas, que servirá como roteiro estratégico para a atuação da categoria nos anos vindouros. Este documento detalhado aborda questões vitais como a proteção do emprego bancário frente às transformações do mercado, a necessidade urgente de uma regulação mais eficaz do sistema financeiro e o enfrentamento dos impactos da crescente automação e das novas tecnologias no mundo do trabalho. Além disso, o plano reforça a importância fundamental do fortalecimento da organização sindical como ferramenta essencial para a resistência e a garantia de direitos.
Compromissos com a Soberania e o Desenvolvimento Social
Para além das pautas intrínsecas à categoria bancária, o congresso aprovou uma série de resoluções que abrangem propostas de impacto para a sociedade brasileira como um todo. Entre os eixos centrais dessas proposições, destacam-se a inegociável defesa da democracia, a valorização contínua das empresas públicas como patrimônio nacional e a promoção de um modelo de desenvolvimento econômico que tenha como prioridade a inclusão social e a redução das desigualdades. Paralelamente, a nova diretoria eleita endossou moções que reiteram o posicionamento político da Contraf-CUT em prol da soberania nacional e da continuidade de um projeto de governo que esteja alinhado com os anseios e interesses da classe trabalhadora. Neste contexto, foi sublinhada a relevância da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um pilar estratégico para a concretização dessas metas.
O 7º Congresso da Contraf-CUT, ao aprovar estas diretrizes e posicionamentos, reforçou seu papel inabalável na organização e representação dos trabalhadores do ramo financeiro, ao mesmo tempo em que reafirmou seu compromisso intransigente na luta por uma sociedade genuinamente mais justa, democrática e igualitária.
Fonte: https://fetram.com.br