Expansão da Pesca Sustentável Ganha Força com Novo Comitê Nacional

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) oficializou a criação do Comitê da Pesca Amadora e Esportiva, conforme publicação no Diário Oficial da União. O órgão, vinculado ao Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape), tem como principal objetivo promover o desenvolvimento sustentável do setor, buscando a expansão da prática com inclusão social e respeito aos povos e territórios tradicionais.

O Conape, responsável por formular políticas públicas para a gestão do setor em colaboração com a sociedade, terá um papel crucial na coordenação e assessoramento das decisões do Comitê. A Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE) estima que o segmento gera 200 mil empregos diretos e indiretos, movimentando anualmente mais de R$ 1 bilhão no país.

Segundo a secretária-executiva do Conape, a criação do Comitê visa organizar e fortalecer um setor com grande potencial ainda pouco explorado, capaz de gerar empregos, renda e novas oportunidades econômicas. O Comitê busca oferecer maior governança e estabilidade ao segmento, contribuindo para a formulação de políticas públicas, diretrizes e estratégias específicas, além de facilitar o diálogo entre o governo e a sociedade civil.

Régis Portari, secretário-executivo da CBPE, assume a presidência do Comitê. Ele estima que aproximadamente sete milhões de brasileiros se declaram pescadores que praticam a pesca de competição e de lazer, ressaltando que é um dos esportes mais praticados no país, com mais de mil campeonatos regionais. O objetivo é auxiliar o Ministério em ações do segmento, consolidando o esporte, aumentando sua organização e atraindo eventos de maior porte para o país, além de promover a distribuição de renda.

A primeira reunião do colegiado está prevista para a próxima semana, em Brasília. O órgão é composto por membros de quatro ministérios (Pesca e Aquicultura, Esporte, Turismo e Meio Ambiente e Mudança do Clima), de entidades dos setores ambiental e pesqueiro, e do Conape. A diretora de Promoção da Igualdade da CBPE, Hellen Pontieri, atuará como suplente.

A pesca amadora e esportiva, definida como uma atividade não comercial onde o peixe capturado é devolvido ao seu habitat natural, tem apresentado crescimento. No ano passado, foram emitidos mais de 330 mil novos registros de pescadores esportivos. Até agosto deste ano, foram emitidas mais de 263 mil licenças, com São Paulo e Minas Gerais liderando a estatística. O mês de março, geralmente quando termina a piracema, foi o que teve mais registros.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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