A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) se prepara para um marco em sua trajetória: a realização de seu 11º Congresso. Agendado para os dias 10 a 12 de agosto, o evento se debruçará sobre o tema central “Direitos, Resistência e Tecnologia”, reunindo importantes dirigentes sindicais, renomados especialistas e representantes institucionais para um aprofundado debate sobre os desafios e as perspectivas do mundo do trabalho.
Este encontro estratégico busca não apenas fazer um balanço das conquistas recentes da categoria, mas também projetar o caminho do movimento sindical em um cenário de rápidas e profundas transformações. A agenda abrangente promete discussões que moldarão as futuras ações da Federação e de seus filiados.
Reflexões sobre Direitos, Tecnologia e os Impactos da Reforma Trabalhista
Um dos pilares do 11º Congresso é a análise aprofundada dos efeitos da reforma trabalhista implementada nos últimos anos, bem como o impacto das novas tecnologias nas relações de trabalho. A Fequimfar busca entender como essas mudanças redefinem os direitos dos trabalhadores e as estratégias necessárias para a resistência sindical.
Segundo Sergio Leite, presidente da Fequimfar, o congresso será um espaço fundamental para delinear o futuro do movimento. "Olhando para frente, com o mundo do trabalho em transformação, iremos debater o papel do movimento sindical, o fortalecimento das negociações coletivas e, claro, reafirmar o nosso compromisso e as nossas bandeiras de luta, em especial a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6 por 1 e o fortalecimento das negociações coletivas", enfatiza Leite, delineando as prioridades da Federação em um contexto de desafios e avanços tecnológicos.
Análise Política e Aprofundamento Jurídico no Segundo Dia
A programação do segundo dia, 11 de agosto, será dedicada a uma imersão na conjuntura política e nos desafios jurídicos que permeiam a atuação sindical. Os trabalhos serão abertos com uma análise da atual situação política brasileira, apresentada pelo ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva.
Na sequência, André Luís dos Santos, diretor de Documentação Adjunto do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), trará uma perspectiva sobre as tendências do Congresso Nacional, crucial para o planejamento da ação sindical. À tarde, o debate aprofundará questões legais com o desembargador Francisco Alberto da Motta Peixoto Giordani, abordando "O Avesso do Direito e Atuação Sindical". Complementando a discussão, o procurador do Trabalho Bernardo Leôncio Moura Coelho, do Ministério Público do Trabalho em São Paulo (PRT da 2ª Região), detalhará instrumentos jurídicos e a atuação do MPT no combate às práticas antissindicais. O dia culminará com uma palestra do consultor jurídico da Fequimfar, Cesar Augusto de Mello, que discutirá "O movimento sindical em julgamento: decisões dos Tribunais Superiores que poderão prejudicar a atuação dos sindicatos", alertando sobre os riscos legais para a organização dos trabalhadores.
Desenvolvimento, Soberania e a Construção de um Futuro Justo
O último dia do congresso, 12 de agosto, direcionará o foco para temas de desenvolvimento econômico e social. O economista Daniel Ferrer conduzirá a apresentação "Desenvolvimento, soberania e trabalho por uma transição justa", explorando caminhos para um futuro mais equitativo no cenário produtivo nacional.
Após um painel de perguntas que permitirá a interação dos participantes com o tema, o ponto alto do dia será a plenária do 11º Congresso. Este espaço crucial será dedicado aos debates e encaminhamentos coletivos, onde as propostas discutidas ao longo dos dias serão consolidadas em diretrizes para a atuação futura da Federação. O encerramento oficial das atividades está previsto para o início da tarde, formalizando os resultados e as decisões tomadas.
Fortalecimento Sindical e Novas Bandeiras de Luta
O 11º Congresso da Fequimfar transcende a mera discussão, propondo-se a ser um catalisador para a ação. As prioridades reafirmadas pela Federação – o fortalecimento da organização e das negociações coletivas, a essencial redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 – refletem um compromisso inabalável com a valorização e a proteção dos trabalhadores do setor químico e farmacêutico. O evento servirá como um manifesto pela defesa dos direitos conquistados e pela construção de um futuro laboral mais justo e digno, pautado pela resistência e pela adaptação às novas tecnologias.
Fonte: https://mundosindical.com.br