Centrais sindicais brasileiras reagem a ataque contra a Venezuela

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As principais centrais sindicais do Brasil emitiram, neste sábado (3 de janeiro de 2026), um comunicado conjunto de forte condenação ao recente ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. As entidades laborais, representando milhões de trabalhadores brasileiros, classificaram a ofensiva como uma nova investida golpista e imperialista, alertando para sérias ameaças à soberania e à autodeterminação dos povos latino-americanos. O posicionamento defende a independência do povo venezuelano, ao mesmo tempo em que critica veementemente qualquer forma de ingerência estrangeira, destacando os perigos de uma escalada intervencionista para a estabilidade regional e internacional. A declaração surge em um contexto de alta tensão, após o anúncio da operação militar que, segundo informações, resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, exacerbando as preocupações com a paz na América Latina.

A Condenação Unânime e a Visão Geopolítica das Centrais Sindicais

Uma Ofensiva Imperialista Disfarçada

Em um tom incisivo e direto, as centrais sindicais brasileiras, que incluem algumas das mais influentes representações de trabalhadores do país, declararam sua condenação de forma contundente e inequívoca ao ataque perpetrado pelos Estados Unidos contra a nação venezuelana. A nota conjunta não poupa críticas, descrevendo a ação como uma manobra imperialista que visa retomar o controle político e econômico sobre a América Latina. De acordo com as entidades, os verdadeiros interesses por trás dessa ofensiva não se coadunam com a defesa da democracia, mas sim com a apropriação dos vastos recursos petrolíferos da Venezuela e com uma estratégia mais ampla de enfraquecimento de blocos emergentes, como o BRICS.

A argumentação das centrais vai além da simples condenação, desqualificando as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos. A alegação de combate ao narcotráfico, por exemplo, é categoricamente rejeitada como uma “cínica hipocrisia”, servindo apenas como pretexto para uma agenda de intervenção. Para as organizações sindicais, a atual escalada intervencionista representa a culminação de um cerco ideológico e econômico construído ao longo de décadas. Esse cerco, afirmam, intensificou-se desde que o ex-presidente Hugo Chávez iniciou um projeto de desenvolvimento independente e soberano para a Venezuela, uma postura jamais aceita pelas potências estrangeiras que tradicionalmente exerceram influência na região.

O sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrido em 3 de janeiro de 2026, é apontado pelas centrais como um evento que “explicita as linhas geopolíticas” que hoje dividem o cenário internacional. De um lado, posicionam-se os que classificam como “golpistas e imperialistas”; de outro, aqueles que defendem a soberania e a independência dos povos. A nota ressalta que o governo norte-americano, sob a liderança de Donald Trump, teria se aproveitado de um relativo isolamento internacional da Venezuela – impedida de ingressar no BRICS, por exemplo – apesar da resistência persistente do país diante de ataques, ameaças militares e campanhas sistemáticas de desinformação e difamação.

Implicações Regionais, Soberania e o Apelo ao Multilateralismo

O Alerta para o Brasil e a América Latina e a Necessidade de Diálogo

A análise das centrais sindicais transcende a situação venezuelana, projetando os impactos da intervenção para toda a região. Elas advertem que a ação dos Estados Unidos não ameaça apenas a Venezuela, mas configura um risco substancial para o Brasil, a América Latina e a estabilidade global. A história do continente, conforme apontado na declaração, demonstra que o controle político, social e econômico exercido por potências estrangeiras tende a aprofundar desigualdades sociais, impor políticas de arrocho econômico, desmantelar programas sociais e provocar períodos de grave retrocesso no desenvolvimento humano e econômico dos países.

Diante desse cenário preocupante, as entidades trabalhistas fazem um apelo direto ao governo brasileiro. A expectativa é que o Brasil mobilize todos os recursos diplomáticos e políticos possíveis para apoiar o povo venezuelano e contribuir ativamente para a estabilidade regional. A nota reitera, de forma inegociável, o compromisso com princípios fundamentais para a convivência pacífica entre as nações: a defesa do multilateralismo, a busca por soluções pacíficas para os conflitos e o respeito irrestrito à soberania, ao diálogo e à autodeterminação dos povos.

A gravidade da situação atual, com a interferência externa e a utilização da força, reforça a urgência de uma união de forças. As centrais sindicais conclamam à mobilização global contra a guerra e a intervenção, em favor da paz e da promoção de uma verdadeira integração latino-americana. Essa integração, segundo elas, é o caminho para construir um futuro de prosperidade e autonomia para a região, livre de pressões externas e pautado pela cooperação mútua e pelo respeito às particularidades de cada nação.

As Centrais Sindicais na Defesa da Paz e da Autonomia Latino-Americana

O posicionamento conjunto das principais centrais sindicais brasileiras, datado de São Paulo, 3 de janeiro de 2026, não é meramente uma condenação isolada. Ele se insere em um contexto mais amplo de preocupação com a fragilização do direito internacional e o ressurgimento de políticas unilaterais que desconsideram a soberania das nações. Ao denunciar o que classificam como uma “nova ofensiva golpista e imperialista” contra a Venezuela, as entidades buscam não apenas apoiar o povo venezuelano, mas também salvaguardar os princípios que regem a coexistência pacífica e o respeito mútuo entre os países da América Latina.

A defesa intransigente da autodeterminação dos povos, do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos assume uma relevância crítica em um momento de tensões geopolíticas acentuadas. A postura das centrais brasileiras serve como um alerta para a comunidade internacional sobre os perigos de se normalizar a intervenção estrangeira como ferramenta política, especialmente em regiões historicamente marcadas por intervenções externas e suas consequências devastadoras. Este comunicado representa uma voz poderosa da sociedade civil organizada brasileira em favor da paz, da soberania e da integração regional, reiterando que o destino de um país deve ser decidido exclusivamente por seu próprio povo, sem imposições externas. A mensagem é clara: é imperativo que o diálogo e o respeito à soberania prevaleçam sobre a força e o imperialismo para garantir um futuro estável e justo para a América Latina.

Fonte: https://mundosindical.com.br

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