A expectativa cresce para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Canadá, México e Estados Unidos, com início marcado para a próxima quinta-feira, 11 de junho. Entre as chaves mais aguardadas e que prometem grande equilíbrio, destaca-se o Grupo G. Este quarteto diversificado reúne a Bélgica, designada como cabeça de chave em seu processo de renovação, o Egito, liderado pela estrela Mohamed Salah, o Irã, com sua notável consistência em Mundiais, e a Nova Zelândia, que retorna ao palco global após um hiato de 16 anos, prometendo confrontos imprevisíveis.
Bélgica: A Busca pela Glória com Geração Renovada
A seleção belga, conhecida como os Diabos Vermelhos, embarca em sua 15ª participação em Copas do Mundo, buscando superar o terceiro lugar conquistado em 2018. Sob o comando do técnico francês Rudi Garcia, a equipe combina a experiência de remanescentes daquela “geração de ouro”, como Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois, com o ímpeto de jovens talentos. Nomes como Jeremy Doku (Manchester City), Charles De Ketelaere (Atalanta) e Leandro Trossard (Arsenal) representam o futuro e a renovação dos belgas, que asseguraram sua vaga na liderança do Grupo J das Eliminatórias Europeias, superando adversários como País de Gales e Macedônia do Norte.
Egito: Os Faraós Visam um Sonho Inédito na Fase de Grupos
Após ficar de fora da edição de 2018, o Egito faz seu retorno à Copa do Mundo com grandes ambições. Liderada pelo atacante Mohamed Salah, de 33 anos, que recentemente encerrou um ciclo de nove anos no Liverpool, a seleção egípcia chega embalada pela semifinal alcançada na última Copa Africana das Nações. Sob a batuta do técnico Hossam Hassan, ex-jogador e maior artilheiro do país, o objetivo primordial é ambicioso: conquistar uma classificação inédita para a fase de mata-mata, algo que não ocorreu nas participações anteriores (1934, 1990 e 2018). Além de Salah, outros destaques incluem Omar Marmoush (Manchester City), Mahmoud Trezeguet e o goleiro Mohamed El Shenawy, ambos do Al-Ahly.
Irã: Resiliência e Experiência em Meio a Desafios Logísticos
A equipe iraniana, conhecida como Team Melli, fará sua sétima participação em Mundiais, sendo a quarta consecutiva, demonstrando notável consistência. No entanto, sua preparação foi marcada por uma mudança logística significativa: devido a incertezas geradas pela relação entre Estados Unidos e Irã, e com a autorização da FIFA, a delegação optou por se hospedar em Tijuana, no México, em vez do Arizona (EUA), conforme planejado inicialmente. As partidas da fase de grupos do Irã, no entanto, permanecem programadas para Los Angeles (dois jogos) e Seattle (um), nos Estados Unidos. O técnico Amir Ghalenoei, que levou o time às semifinais da Copa da Ásia em 2023, comanda a equipe que se classificou como líder do Grupo A nas Eliminatórias Asiáticas, perdendo apenas um de 16 jogos. O atacante Mehdi Taremi (Olympiakos), de 33 anos e segundo maior artilheiro da seleção, é a principal referência ofensiva.
Nova Zelândia: Os All Whites Buscam Reafirmação Global
Fechando o Grupo G, a Nova Zelândia, apelidada de All Whites, retorna à Copa do Mundo após um hiato de 16 anos, marcando sua terceira aparição no torneio (as anteriores foram em 1982 e 2010). A equipe demonstrou sua força nas Eliminatórias da Oceania, classificando-se com cinco vitórias em cinco jogos, muitos deles por placares elásticos. Sob a liderança do técnico Darren Bazeley, que assumiu o comando principal em 2023 após anos nas categorias de base, os neozelandeses contam com a experiência de seu capitão, o atacante Chris Wood (Nottingham Forest). Aos 34 anos, Wood foi fundamental na campanha classificatória, contribuindo com nove gols e consolidando-se como a principal figura da equipe em busca de uma performance memorável.
O Grupo G, portanto, promete uma fase de grupos repleta de narrativas intrigantes e confrontos eletrizantes. Desde a busca belga por um título inédito, passando pelo sonho egípcio de avançar de fase, a resiliência iraniana em um cenário geopolítico complexo, até a ambição da Nova Zelândia de surpreender, cada equipe traz consigo motivações fortes e estilos de jogo distintos, garantindo que os torcedores terão jogos memoráveis para acompanhar.