A Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) emitiu uma convocação abrangente para a Marcha da Classe Trabalhadora, agendada para o dia 15 de abril em Brasília. O objetivo central é reunir um grande número de trabalhadores e trabalhadoras na capital federal, demonstrando a força e a unidade do movimento sindical em meio aos desafios sociais e econômicos do país. A iniciativa visa intensificar a pressão sobre o governo e o Congresso Nacional, além de consolidar uma pauta de reivindicações urgentes.
Contexto e Decisão Política
A deliberação para a mobilização total foi tomada durante uma reunião da diretoria nacional, realizada na última quarta-feira (24). O encontro aprofundou debates sobre a conjuntura nacional e internacional, analisando o avanço da extrema direita e a imperatividade de fortalecer a soberania nacional, promover o desenvolvimento econômico e assegurar a valorização do trabalho. Neste cenário, a Marcha foi designada como o principal eixo de uma jornada de lutas planejada para o período vindouro, marcando um ponto crucial na agenda da CTB.
Metas Ambiciosas e Organização Logística
Para garantir o sucesso da empreitada, a CTB estabeleceu metas ambiciosas. O planejamento inclui o transporte de pelo menos 20 ônibus por parte das entidades filiadas, contribuindo para a meta global das centrais sindicais de congregar aproximadamente 10 mil trabalhadores em Brasília. A concentração inicial está prevista para as 8h, em frente ao Teatro Nacional, de onde os manifestantes seguirão em caminhada até a Esplanada dos Ministérios. Em termos financeiros, cada entidade assumirá os custos de transporte de suas delegações, somando-se a uma contribuição coletiva de R$ 400 mil, destinada à estrutura geral do evento. A orientação imediata é para que sindicatos e federações iniciem a organização de caravanas, produção de materiais e ações de base.
Pauta de Reivindicações Prioritárias
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil também instruiu o reforço da campanha em torno da pauta unitária da classe trabalhadora, articulada em cinco eixos fundamentais. Entre os pontos de maior destaque estão a demanda pelo fim da escala de trabalho 6×1, a redução da jornada para 40 horas semanais sem qualquer tipo de redução salarial, a imprescindível valorização do trabalho, a defesa intransigente da soberania nacional e o fortalecimento substancial do investimento público. Estas reivindicações visam promover avanços significativos nas condições de vida e trabalho da população.
Articulação Ampliada e Agenda de Lutas Permanente
Além da mobilização em Brasília, a Direção Nacional salientou a importância de ampliar a articulação com outros movimentos sociais e frentes populares, como a Frente Brasil Popular, buscando uma unidade política e social abrangente para as demandas dos trabalhadores. A Marcha do dia 15 de abril é parte de uma agenda mais extensa de mobilizações, que inclui a construção de atos descentralizados no Dia do Trabalhador, com um caráter político e de luta, mesmo sem a realização de um ato unitário nacional em São Paulo. A entidade reforça ainda a importância de fortalecer pautas estratégicas como a reindustrialização do país, a defesa irrestrita do SUS e do serviço público, e o combate às desigualdades sociais, ao lado da ampliação da organização sindical nos locais de trabalho e territórios para sustentar a mobilização de massas.
Em suma, a CTB projeta a Marcha da Classe Trabalhadora como um evento catalisador, capaz de galvanizar a unidade das centrais sindicais e amplificar as vozes dos trabalhadores diante dos complexos cenários político e econômico brasileiros. A mensagem final da Direção Nacional é clara: a palavra de ordem é mobilização total, visando à construção de um futuro com mais direitos e justiça social.
Fonte: https://mundosindical.com.br