A Força Sindical, uma das maiores centrais de trabalhadores do Brasil, manifestou-se veementemente contra a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. Em nota oficial, a entidade classificou a medida como uma 'irresponsabilidade social' e uma 'perversidade', argumentando que ela negligencia os interesses da classe trabalhadora e compromete o crescimento econômico do país.
O Veredito Sindical: Uma Política “Perversa” e Desconectada
Para a central sindical, liderada por Miguel Torres, a persistência na atual taxa de juros ignora os trabalhadores e aprofunda as desigualdades sociais. A Força Sindical avalia que esta política monetária impõe um forte obstáculo ao desenvolvimento nacional, ao priorizar interesses especulativos em detrimento do setor produtivo e da geração de empregos. A entidade reforça a percepção de que essa postura do Banco Central demonstra uma desconexão preocupante com a realidade econômica brasileira e as necessidades de sua população.
Impactos Diretos na Economia Real e na Sociedade
Os juros elevados, segundo a Força Sindical, impõem severos entraves à economia real. O encarecimento do crédito é uma das consequências mais imediatas, afetando diretamente as famílias e as empresas, que veem seus custos de financiamento disparar. Essa restrição ao acesso a recursos inviabiliza novos investimentos e freia a expansão do setor produtivo, resultando em uma desaceleração da geração de emprego e renda. A entidade aponta que, enquanto o Banco Central se mostra 'frio' com a indústria e os trabalhadores, ele oferece 'conforto' aos rentistas e sustenta os bancos com taxas abusivas, ampliando as margens de lucro de instituições financeiras em detrimento do progresso social e econômico geral.
A Luta Contra Juros Extorsivos e o Desafio ao Desenvolvimento
A Força Sindical reitera que a política monetária atual não apenas trava a economia, mas também distorce as prioridades nacionais. Ao favorecer a especulação financeira e permitir que os bancos continuem se alimentando de taxas abusivas, a postura do Banco Central desconsidera as necessidades urgentes de investimento em infraestrutura, produção e programas sociais que impulsionariam o desenvolvimento do país. A central promete continuar os protestos contra o que classifica como 'juros extorsivos', que, em sua visão, remam na contramão de um Brasil mais próspero e equitativo. A entidade reforça a necessidade de uma política econômica que esteja alinhada com as demandas do setor produtivo e da população, e não apenas com os interesses do mercado financeiro.
Em suma, a Força Sindical posiciona-se firmemente contra a manutenção da taxa Selic em 15%, enxergando nela uma estratégia que beneficia poucos em detrimento da maioria. A crítica contundente da entidade ressalta a urgência de um debate sobre a condução da política monetária no Brasil, clamando por um ajuste que priorize o desenvolvimento sustentável, a geração de empregos e a redução das desigualdades sociais.
Fonte: https://mundosindical.com.br