Frentistas de São Paulo Unificam Pauta de Reivindicações em Busca de Valorização e Melhores Condições

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Em um movimento coordenado e estratégico, os 18 sindicatos de trabalhadores em postos de combustíveis do Estado de São Paulo se reuniram na sede da Federação Paulista (Fepospetro) para consolidar a pauta de reivindicações que norteará as próximas negociações coletivas. Este documento unitário, que será protocolado na próxima semana, representa os interesses de aproximadamente 100 mil frentistas e define as diretrizes para a data-base da categoria, celebrada anualmente em 1º de março. A união das entidades sindicais e da federação é um pilar fundamental para fortalecer as tratativas em âmbito estadual.

Pauta Unificada: As Principais Demandas da Categoria

A lista de pleitos apresentada pela categoria é abrangente, buscando melhorias significativas em aspectos salariais e de benefícios. Entre as principais demandas, destaca-se a busca por um reajuste salarial que contemple o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período – a ser divulgado em março – acrescido de um aumento real de 10%.

No campo dos benefícios, as reivindicações incluem um vale-alimentação substancial de R$ 40,00 por dia trabalhado, além do aumento dos itens que compõem a cesta básica. Para o vale-transporte, a pauta propõe a gratuidade do benefício ou a possibilidade de pagamento em dinheiro para os funcionários que optarem por utilizar transporte próprio, oferecendo maior flexibilidade aos trabalhadores.

Adicionalmente, questões estruturais e de direitos trabalhistas foram incluídas, como a proibição da terceirização, a garantia de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), que atualmente não faz parte da Convenção Coletiva, e o fim da jornada de trabalho na escala 6×1, visando melhores condições de descanso e qualidade de vida.

Proteção e Direitos para as Mulheres no Setor

Um ponto inovador e de grande relevância na pauta é a inclusão de cláusulas específicas para a proteção dos direitos das mulheres. Telma Cardia, presidente do Sindicato de Guarulhos, ressaltou a importância de pleitear estabilidade de 90 dias, somados ao tempo de aviso prévio, para as trabalhadoras que retornam da licença-maternidade. Segundo Cardia, este período pós-licença é o mais desafiador, e lamentavelmente, é comum na categoria que mulheres sejam desligadas ao retornar ao trabalho, o que justifica a necessidade de uma proteção adicional para garantir sua permanência e segurança empregatícia.

Otimismo em Meio a um Cenário Econômico Favorável

A expectativa para o início das tratativas com o setor patronal é positiva, conforme expressa Luiz de Souza Arraes, presidente da Fepospetro. Arraes avalia que o momento econômico nacional é propício para negociações, citando recordes nas vendas de veículos e a aproximação do pleno emprego como fatores que fortalecem a posição dos trabalhadores. Por outro lado, a migração de muitos profissionais para outras áreas em busca do fim da escala 6×1 tem gerado uma crescente demanda por mão de obra no setor, reforçando a necessidade de valorização da profissão de frentista para atrair e reter talentos.

Engajamento da Base e a Força da Unidade Sindical

A formulação da pauta unitária foi um processo democrático e participativo, com sindicatos realizando assembleias regionais em suas bases desde o ano anterior para coletar as principais reivindicações. Esse trabalho culminou na unificação das demandas em um documento que reflete as necessidades de todas as regiões. O presidente da Fepospetro, Luiz de Souza Arraes, destacou o crescente engajamento dos trabalhadores, visível na forte e positiva presença nas assembleias estaduais, um fator que, em conjunto com a união dos 18 sindicatos e da federação, tem sido fundamental para o sucesso das negociações e para o avanço das condições da categoria em São Paulo.

Este esforço coletivo e a pauta de reivindicações minuciosamente elaborada demonstram o compromisso dos frentistas paulistas em buscar não apenas aumentos salariais, mas também melhorias estruturais e o reconhecimento merecido para uma categoria essencial para o funcionamento do estado. A etapa agora é aguardar o protocolo do documento e o início formal do diálogo com o setor patronal, com a expectativa de alcançar avanços significativos para os cerca de 100 mil trabalhadores representados.

Fonte: https://agenciasindical.com.br

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