Grupo EP Mantém Demissão de Diretor Sindical, Gerando Forte Reação da Categoria Jornalística

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O Grupo EP tem sido alvo de veemente condenação por parte do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A controvérsia se acentuou após a decisão da empresa de manter a demissão do repórter Walter Strozzi, diretor da Regional Ribeirão Preto do SJSP, mesmo após sucessivas rodadas de negociação. O ato é interpretado pelas entidades como um grave ataque à liberdade sindical e aos direitos trabalhistas da categoria.

O Embate Sindical e a Estabilidade de Dirigente

A manutenção da demissão de Walter Strozzi é particularmente sensível, pois, como dirigente sindical, ele goza de estabilidade empregatícia garantida por lei, visando proteger a atuação dos representantes dos trabalhadores. O SJSP e a Fenaj repudiaram imediatamente a medida, destacando que ela se somou a uma onda de desligamentos que afetou jornalistas de rádio e TV em meio à campanha salarial do segmento, agravando ainda mais a situação e desafiando os direitos da categoria.

Negociações Frustradas e Propostas Rejeitadas

Após a notificação dos desligamentos em janeiro, o Sindicato dos Jornalistas agiu prontamente, reunindo-se com os profissionais afetados e buscando diálogo com o Grupo EP. Foram realizadas três reuniões consecutivas na tentativa de reverter as demissões ou, na impossibilidade, assegurar benefícios compensatórios adequados. Especificamente para Walter Strozzi, o SJSP propôs alternativas de remanejamento para outras praças de atuação do Grupo, como Ribeirão Preto ou Campinas, buscando preservar seu emprego e sua função sindical. Contudo, as propostas foram rejeitadas.

A resposta final do Grupo EP às semanas de negociação limitou-se à oferta de apenas dois meses de extensão do plano de saúde para os desligados. A empresa reiterou sua recusa em readmitir o diretor sindical, optando por correr o risco de uma futura judicialização do caso, evidenciando a intransigência em relação à estabilidade sindical.

Contexto Amplo: As Demissões em Massa e o Alcance do Grupo EP

A demissão de Walter Strozzi faz parte de um conjunto de desligamentos em massa realizados pelo Grupo EP em janeiro. Profissionais de diversas unidades foram afetados, incluindo ACidade ON de Araraquara e São Carlos — praças que foram subitamente extintas —, além de veículos como CBN Ribeirão Preto, EPTV Central (São Carlos), CBN Campinas e EP FM Araraquara. O Grupo EP é um conglomerado de mídia significativo, abrangendo a EPTV, os sites G1 e ACidade ON, rádios como CBN, Jovem Pan e EP FM, e a empresa OA Eventos, com atuação no interior de São Paulo, sul de Minas Gerais e participação societária na Rede Bahia.

Contradições Financeiras e o Contrato Milionário com a TV Alesp

A alegação de dificuldades financeiras por parte do Grupo EP em janeiro, utilizada como justificativa para as demissões em massa, foi colocada em xeque por um fato ocorrido logo no mês seguinte. Em fevereiro, a EPTV, que integra o conglomerado, firmou um contrato milionário com a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para assumir os serviços da TV Alesp, com um valor anual estimado em R$ 26 milhões. Essa contratação vultosa levanta questionamentos sobre a real necessidade das demissões e a coerência da gestão empresarial.

Adicionalmente, a EPTV, ao assumir a TV Alesp, demonstrou pouca disposição para negociar com o SJSP e o Sindicato dos Radialistas a absorção da totalidade do corpo funcional da antiga terceirizada (Fundac). Como resultado dessa intransigência, metade dos trabalhadores que atuavam na TV Alesp permanecem desempregados, ampliando o impacto social das decisões do Grupo para além de seus próprios quadros de funcionários.

Apelo à Mobilização pela Liberdade Sindical

Diante deste cenário, o Sindicato dos Jornalistas e a Fenaj reafirmam a importância inegociável da livre organização sindical como pilar fundamental na luta por direitos trabalhistas e pela dignidade profissional. As entidades conclamam toda a categoria e a sociedade a se unirem na batalha pela reintegração de Walter Strozzi, transformando este caso em um símbolo da resistência contra o assédio sindical e em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos dos trabalhadores da comunicação.

Fonte: https://mundosindical.com.br

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