Moraes Desmente Encontro com Ex-Presidente do BRB em Meio à Investigação do Banco Master

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público nesta terça-feira (27) para categoricamente negar sua participação em um suposto encontro com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A reunião, alegadamente ocorrida no primeiro semestre do ano passado na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria se dado em um momento crítico, em meio ao processo de tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, um banco público.

A Resposta Enérgica do Ministro

Moraes não apenas refutou a informação, inicialmente veiculada pelo Portal Metrópoles, mas também a classificou como "falsa e mentirosa". Em nota oficial divulgada à imprensa, o ministro expressou sua indignação, afirmando que a reportagem sobre uma suposta reunião envolvendo ele, um assessor e o então presidente do BRB "segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal". O comunicado enfatizou que o encontro nunca ocorreu, rechaçando a narrativa apresentada.

O Intricado Cenário da Aquisição e a Investigação Federal

A polêmica em torno do suposto encontro se insere no contexto de uma ampla e complexa investigação sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. As negociações, que não foram concretizadas, estão sob o escrutínio da Polícia Federal (PF). Em novembro do ano passado, a Operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF, mirando o banqueiro Daniel Vorcaro e outros envolvidos. O inquérito investiga a suposta concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, com as estimativas de desvios podendo alcançar a cifra de R$ 17 bilhões.

A complexidade do caso levou a investigação sobre o Banco Master a ser remetida ao Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado, dada a possível conexão com autoridades com foro privilegiado, como o próprio ministro Alexandre de Moraes.

Outras Alegações e Esclarecimentos Anteriores

Este não é o primeiro episódio em que o nome do ministro Alexandre de Moraes é associado a questões envolvendo o Banco Master. No final do ano anterior, uma reportagem do jornal O Globo sugeriu que Moraes teria intercedido pela aprovação da operação de compra do Banco Master em reuniões com o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Tais encontros teriam ocorrido antes da decisão do BC que culminou na liquidação extrajudicial do Master por suspeitas de fraude.

Na ocasião, o ministro prontamente se manifestou, esclarecendo que as reuniões mencionadas tinham como pauta exclusiva a Lei Magnitsky, um dispositivo legal aplicado pelo governo dos Estados Unidos que o havia afetado. Adicionalmente, foi revelado que o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à sua família, prestou serviços ao Banco Master em um período anterior à sua liquidação, um detalhe que também gerou discussões na imprensa.

Perspectivas da Investigação

A negativa do ministro Alexandre de Moraes reforça a intensidade e a sensibilidade das investigações em curso sobre o Banco Master e as tentativas de aquisição pelo BRB. Com o caso agora sob a jurisdição do STF e com diversas frentes de apuração, a sociedade aguarda desdobramentos que possam trazer clareza sobre as supostas irregularidades e as interações de figuras públicas com as instituições financeiras envolvidas. As investigações continuam, buscando apurar a veracidade das acusações de fraude e os eventuais envolvimentos, prometendo novos capítulos nos próximos meses.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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